Comunidades holandesas no Brasil

Os holandeses já fizeram história em terras brasileiras. Em 2011 foi comemorado o centenário da imigração holandesa no Brasil. E a cultura permanece viva nas comunidades.

A história da colônia mais antiga iniciou em 1911, quando algumas famílias holandesas se estabeleceram em Carambeí. A partir desta iniciativa mais famílias procuraram uma nova vida no Brasil para atuar na produção leiteira e agrícola. Nos anos 50 vários grupos vieram para Castro, formando a colônia irmã de Castrolanda. Na década seguinte a terceira colônia com foco na atividade agropecuária foi nascendo na região dos Campos Gerais, em meio aos campos do município de Arapoti, também no estado do Paraná.

Após a 2a Guerra Mundial outros grupos de imigrantes holandeses foram atraídos para o espaço territorial brasileiro, o estado de São Paulo, onde em 1948 a colônia neerlandesa de Holambra se firmou na antiga fazenda Ribeirão, região de Campinas. Houve expansão dos horizontes, para uma segunda colônia, Holambra II, fundada em Paranapanema em 1960. Esta colônia mais tarde foi nomeada de Campos de Holambra, continuando na mesma atividade produtiva e crescendo principalmente na produção de flores e plantas.

No Rio Grande do Sul o berço da imigração holandesa é o município de Não-Me-Toque, onde a partir de 1949 começam a chegar para desenvolver suas técnicas agropecuárias e expandir sua produção de máquinas agrícolas.

A história não para, pois em terras paranaenses Tibagi se torna novo núcleo de holandeses, com destaque para sua produção agrícola e, no estado do Mato Grosso do Sul, Maracaju recebe imigrantes na década de 1970. Mais um grupo de pioneiros holandeses reconhecidos pela introdução de tecnologias agropecuárias.

As distâncias entre as comunidades muitas vezes são grandes, mas a união faz uma grande diferença dentro delas. Muita força dos grupos de imigrantes está baseada no tripé Educação – Religião – Cooperativismo, pois foi necessário interagir, trabalhar juntos, construir em todas as áreas para que as famílias se sentissem em casa e tivessem capacidade de se desenvolver e se adaptar à realidade brasileira. A geração pioneira se dedicou de corpo e alma à imigração, trabalhando duro e abrindo portas para as gerações seguintes. Cada comunidade tem feito sacrifícios para erguer escolas de qualidade, igrejas sólidas e cooperativas com visão de futuro.

Além disso trabalhos voluntários em prol da comunidade merecem menção, muitas pessoas fazendo a diferença em diversas organizações sociais, culturais, clubes e associações. Dentro desta perspectiva colaboradores da comunidade holandesa no Brasil tem conservado esta característica, fazendo sua parte ao compartilharem na revista De Regenboog as notícias de nossas colônias holandesas. Nem sempre a língua holandesa pôde ser mantida, mas a história está sendo registrada e a cultura continua de geração em geração!