Aart Jan de Geus e netos (1909)

História de Carambeí

O início de Carambeí é ligado por um bom tempo ao início do município de Castro, pois foram um único território por muitos anos. Em março de 1704, Pedro Taques de Almeida consegue a concessão de uma sesmaria na região Centro Sul do Paraná e a deixa sob os cuidados de seu filho José de Góis e Morais. Ele então constrói uma fazenda no local entre o rio Iapó e o Pitangui (atual município de Carambeí) que fica aos cuidados de sua família até 2 de junho de 1808, quando seu neto, Joaquim José Pinto de Moraes Leme resolve leiloá-la e ela é então arrematada pelo Sr. Joaquim José Pinto de Morais.

Entretanto, a fazenda estava arrendada ao coronel Manoel Gonçalves Guimarães, sendo administrada pelo seu genro Francisco Teixeira de Azevedo e sua filha Francisca, conhecida como a Sinhara de Carambeí. Passado algum tempo, o casal compra a fazenda, em sociedade com o Sr. João da Silva Machado – o Barão de Antonina. Quando a sociedade é desfeita, os Teixeira de Azevedo fixam residência no local. Como a Ordem dos Carmelitas havia proibido a passagem de tropeiros pela região do Capão Alto, a Fazenda Carambeí acaba tornando-se parte do trajeto e pousada para as tropas.

No começo do século XX, a empresa ferroviária Brazil Railway Company comprou a Fazenda Carambeí e começou a dividi-la em pequenos lotes com uma casa, canga para bois, três vacas leiteiras, sementes e adubo, visando a sua colonização e aumento no número de carga para seus trens. Nessa época, o governo promovia incentivos aos imigrantes que viessem para o Brasil e, em abril de 1911, chegavam os primeiros holandeses, das famílias Verschoor e Vriesman, à região de Carambeí. Após três anos, o número de holandeses já passava dos 50, dedicados, principalmente, à produção de laticínios.

No ano de 1925, são esses colonizadores, representados por nove sócios, que fundaram a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios, a primeira cooperativa de produção do Brasil. Em 1928, a sociedade consegue seu registro com a razão social de Cooperativa Mista Batavo Ltda.

Na década de 1950 começou a fase de maior desenvolvimento de Carambeí. Com o crescimento da Cooperativa chegaram novos colonos e foram construídas as primeiras igrejas – católica e protestante –, a primeira escola e as primeiras lojas para comércio da região. Em 1966, a lei estadual nº. 5.409 cria o Distrito de Carambeí, ainda em Castro e, em 13 de dezembro de 1995, ele é desmembrado e elevado à município pela lei estatual nº. 11.225.

Toda essa evolução se deve às cooperativas criadas em Carambeí, pois foram elas que investiram na localidade, atraindo novos moradores e proporcionando a eles melhores condições de vida. A Batavo e a Central de Laticínios chegaram a comprar terrenos e distribuir pequenos lotes a seus funcionários para que eles tenham a tão almejada casa própria e esse local, conhecido como Jardim Novo Horizonte, representa todo o esforço dos povos colonizadores em permanecer e desenvolver o agora município paranaense de Carambeí.

Fonte: Prefeitura Municipal de Carambeí