55º Festival Folclórico e de Etnias do Paraná

– Viagem: 07/07/2016/

– Destino: Teatro Guaíra – Curitiba – PR

– Evento: 55º Festival Folclórico e de Etnias do Paraná

                Bem, sem dúvidas, foi uma das melhores apresentações que nós fizemos (segundo muitas pessoas, inclusive a própria Coordenadora do grupo, a dona Jentje Petter). Em minha opinião, que estou no grupo há 1 ano e 9 meses, senti que foi o grande “reerguer” do nosso grupo, com participação e dedicação total, muitos sorrisos e a empolgação em cada dança.

                Nosso cronograma foi semelhante ao do ano passado: horário de saída da Colônia Castrolanda às 08:30h, chegada em Curitiba às 11:00h, almoço no Restaurante Madalosso às 11:45h e check-in no Teatro Guaíra às 13:15h. Logo após nossa chegada, descarregamos nossa bagagem e fomos ensaiar e arrumar os passos e posições de cada um no palco (Somália e Rafael nos guiaram).

                Este ano, tivemos a presença a de uma mulher ilustre: Andrea Van Gastel, que acompanhada de sua filha Arjenne, viajou com a gente (o objetivo dela na viagem será abordado mais para frente).

                O Teatro Guaíra é apenas o maior teatro do Paraná, ou seja, é de grande porte, conforto e estrutura incomparáveis e apresenta espetáculos de qualidade. Todo ano recebe o Festival Folclórico e de Etnias do Paraná, apresentando um pouco de cada uma delas, com danças, músicas e representações teatrais. E não pode ser uma apresentação qualquer! Tem que ser algo bem planejado, com roteiro montado e estrutura de apresentação programada. O GFHC esse ano, mais especificamente a coordenadora (dona Jenny Petter) teve que arquitetar um severo roteiro, estudar e aprender sobre cada uma das províncias holandesas e encaixar devidamente à dança correspondente. Foi algo complexo, pois as danças deviam obrigatoriamente corresponder à província a qual pertencia, para que pudesse ser uma apresentação autêntica, diferente de tudo já visto. Ela também “reinventou” o seu discurso para a apresentação, tudo isso para que tudo saísse conforme o planejado. E assim foi! O tema foi uma bela e encantada viagem pelas províncias holandesas.

                Bem, o tema da nossa apresentação (citado brevemente acima) foi “Een Betoverende Reis Door Holland” – Uma Viagem Encantada Pela Holanda – isso porque cada uma de nossas danças (incluindo as danças do Grupo Folclórico Holandês Infantil, que é formado por alunos da Escola Evangélica da Comunidade de Castrolanda) representava uma província holandesa.

Obs. – esse ano, tivemos algo inovador: cada província da Holanda foi representada por uma foto, e estas foram reproduzidas num retroprojetor de imagem, alugado para o grupo. Foi muito lindo, útil, mas nada barato…

                Representando a província de Noord-Holland, iniciamos a apresentação com Twee Emmertjes Water Halen, sendo uma integração entre GFHC Adulto e Infantil (essa dança possui uma letra agradável de cantar – a qual eu, por sorte, aprendi a tempo).

                Em seguida, o grupo infantil saiu do palco, e o adulto fez uma meia-lua no mesmo para prestigiarmos a nossa convidada especial: Andrea Van Gastel (aqui que ela entra). Ela cantou a linda “Tulpen uit Amsterdam” (representando a província de Zuid-Holland, sendo especificamente o Parque Keukenhof, onde são plantadas cerca de 7 milhões de bulbos de tulipa ao ano). QUE VOZ MARAVILHOSA A SRA. VAN GASTEL TEM!

Obs. – Era para termos dançado Volendam (representando a cidade marítima de mesmo nome, também na província de Noord-Holland), mas não estava do jeito que devia estar (segundo tia Jenny e Somália).

                Logo após o verdadeiro show que Andrea Van Gastel deu, continuamos a nossa viagem pela Holanda, até que chegamos à província de Friesland, norte da Holanda, onde dançamos uma velha conhecida nossa: Ijswals – a dança de patinação no gelo, porém com os nossos carismáticos tamancos de madeira.

                Depois da nossa alegre patinação, fomos à província de Groningen, onde dançamos a Valsa das “Mil Lamentações”, ou Duizend Klachten.

                O grupo adulto saiu, e começou a primeira sessão solo do GFHC Infantil. Começaram representando a província de Drenthe, com a dança Spring in’t Veld, onde mostraram a alegria das brincadeiras na natureza (como pular corda e pular amarelinha).

                Em seguida, Pattycake Polka foi dançada alegremente, representando os movimentos circulares dos moinhos eólicos da província de Flevoland.

                A viagem continuou para a província de Gelderland, onde tem o Parque Natural de Hoge Veluwe, onde a caça era uma atividade comum. Relembrando essa atividade, as crianças dançaram Op Jacht, que significa “caçando”.

                Acabada a primeira sessão do grupo infantil, o casal Jan e Dora Petter vieram vestidos com um traje típico da cidade de Staphorst, na província de Overijssel. E ainda nessa província, com o grupo adulto, dançamos Het Regent Op De Brug – Está chovendo na ponte.

                Voltando à província de Zuid-Holland, visitamos Rotterdam (cidade que reside um dos maiores portos marítimos europeus) e Haia (capital política holandesa). Próxima à Haia, situam-se os moinhos de Kinderkijk (parque de maior concentração de moinhos antigos da Holanda – 19, todos construídos no século XVIII). Já na província de Zeeland (a próxima da viagem), situa-se uma grande foz em delta de três rios – Reno, Mosa e Escalda – e que possui grandes barreiras de impacto contra tempestades. E nessas barreiras, há comportas que abrem de acordo com a força das marés. Quanto às províncias anteriores, dançamos Zeeuwse Schots e Hakkenschots (a primeira representando o movimento dos moinhos de Kinderkijk e a segunda representando a força do delta no abrir e fechar das comportas).

                Agora na província de Utrecht, mais especificamente na cidade de Spakenburg, as danças contariam como eram as chegadas dos marujos que haviam viajado – eram alegres, sendo sempre motivos de festa na cidade, e sempre desfrutavam de muita cerveja artesanal. Madlot (“O Marujo” – demonstrava a chegada dos marujos, com muita alegria e dança) e Biertje Brouwen (mostra, em forma de dança, a fabricação de uma boa cerveja artesanal) foram dançadas pelas crianças. E assim se encerrava a apresentação do Grupo Infantil.

                Voltando ao palco, nós do grupo adulto representamos a província de Limburg, citando a capital Maastricht, cidade onde André Rieu, famoso violinista, iniciou a carreira. Em citação á essa província, dançamos Klokkendans (Clog Dance ou “Dança dos Tamancos” – na qual batemos orgulhosamente e com objetivo de fazer barulho os nossos tamancos).

                Uma das últimas províncias holandesas a visitar, chegamos à Noord-Brabant, onde as festas de Carnaval eram comemoradas com muita alegria e danças mais alegres ainda. Para essa província, não podia faltar o Boerenplof.

                Chegando à divisa entre Holanda e Alemanha, dançamos a alegre Enkele Duitse Polka, para fechar com chave de ouro a nossa noite. Mas não acabou por aqui…

                Durante a dança Enkele Duitse Polka, a dona Jenny anunciou que os nossos amigos do Grupo Folclórico Germânico Alte Heimat haviam chegado e que partilharíamos uma dança com eles – o Sternpolka, para podermos dar espaço a eles no palco (em minha opinião, foi a melhor dança da nossa noite, e mesmo não sendo do nosso grupo, conseguimos adaptá-la para nós e o resultado não poderia ter sido melhor).

                Acabando o Sternpolka, o GFG Alte Heimat saiu para os lados, e nós do GFHC (tanto adulto quanto infantil) nos reunimos ao centro do palco para a palavra final da dona Jenny.

E assim foi a nossa maravilhosa noite no 55º Festival Folclórico e de Etnias do Paraná – com certeza uma das nossas melhores e mais memoráveis apresentações. Sinto que estamos cada vez mais retomando o reconhecimento que merecemos, e com muito esforço e dedicação para fazer da nossa rica e linda cultura holandesa algo imortal na mente e no coração de cada um de nós.

Recebemos elogios e críticas positivas de pessoas muito além do público, como:

– Rogério Flor (Presidente da Aintepar);

– Juliana Kloss (Presidente do GFG Alte Heimat);

– Robert De Ruijter (Cônsul da Holanda no Paraná);

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                E eu, João Vitor Luz De Geus, escrevendo esse relatório em nome de todo o grupo, gostaria de agradecer aos nossos queridos patrocinadores, e que sem eles, nossa noite não teria sido a mesma. São eles:

– Eletrorural: um patrocinador mais do que presente, sempre ajudando e apoiando o grupo.

– Cooperativa Agroindustrial Castrolanda: com o esforço e pedidos da dona Jenny, Ricardo Leffers e Koob Petter, ajudaram com o valor dos trajes no ano de 2015, e sempre colaborando com as batatas Smaaks e Chocolade nas viagens.

– Associação Cultural Brasil-Holanda: custearam o ônibus do Magda Tur para a viagem do grupo.

– A Associação dos Moradores da Castrolanda que sempre nos apoiam.

– Prefeitura Municipal de Castro: disponibilizou o ônibus para a viagem dos familiares dos membros do GFHC.

– GPK Turismo: ajudaram-nos com a venda de ingressos para a apresentação e organizaram uma excursão com ônibus/Van.

– Paranatrator: ajudaram-nos com o custo do nosso almoço no Restaurante Madalosso, em Santa Felicidade (Curitiba – PR).

– Itatinga: organização do evento e venda de ingressos.

– Escola Evangélica da Comunidade de Castrolanda e GFHC Infantil: participação especial, Leila e Miriam organizaram e ensinaram muito bem as crianças.

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Integrantes (GFHC Adulto):

– Jentje Petter (coordenadora/coreógrafa)

– Marijke Morsink (secretária)

– Somália Cordeiro & Rafael Cordeiro (coreógrafos)

– João Vitor Luz de Geus & Beatriz Quast

– Maurício Sleutjes & Melanie Van der Vinne

– Jan Hendrik Petter & Evelyn Toth

– Henrique Rabbers & Dayane Sleutjes

– Carlos Lohse & Nathalia Deen

– Jefferson … & Evelyne Pereira Takii

– André Daniel Vellozo & Carolina Leffers

– André Barth Quast & Suzana Leffers

– Fernando Milek Simão & Thais Antoniacomi

– Bruno Henrique… & Aline Carneiro

– Natália Brisky Ribas

                                                               Agradecimentos Finais:

Bem, já agradeci por mim e por todo o grupo aos nossos patrocinadores. Agora, por mim também (e garanto que pelo grupo não é diferente), irei agradecer à nossa coordenadora e coreógrafa, dona Jentje Petter (que eu e metade do grupo carinhosamente adaptamos para tia Jenny), por ser essa pessoa maravilhosa, atenciosa, paciente e carinhosa com todo mundo, e espero que seja sempre essa grande mãe para os membros, e que sem ela, jamais seria a mesma coisa!

E ao senhor Ricardo Leffers, que nós também adaptamos para Tio Ricardo, o que dizer: mesmo ausente, sempre nos passa essa energia positiva, votos de boa sorte e tem sido alguém tão importante, mesmo que não tão presente, mas o meu (e com certeza, nosso) singelo muito obrigado por tudo.

E à nossa querida, linda, maravilhosa e competente secretária, Marijke Morsink, que chegou há tão pouco tempo, mas está fazendo uma grande diferença, pois sabe como lidar com as coisas que dentro de um grupo não deve ter. Agradeço mais do que nunca à nossa Marijke, para mim, um dos meus portos seguros dentro do GFHC, e um singelo muito obrigado, de coração.

E finalizando, os meus agradecimentos para os nossos coreógrafos Somália e Rafael, que com muita paciência, dedicação e muita atenção, deixam-nos aptos para dançar cada vez melhor, e só eles, juntamente com a tia Jenny e com a Marijke para nos fazer receber todos os elogios e críticas boas dessa apresentação que sem dúvidas ficará para a nossa história. Em nome do GFHC, digo que é um privilégio enorme para nós termos eles como coreógrafos. Que cada vez mais esses dois estejam nos ajudando para aprender e até mesmo melhorar as nossas danças. Outro muito obrigado por tudo, e que venham mais apresentações como essa!

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Agradeço pela confiança em relatar os nossos acontecimentos, apresentações e viagens. Digo que minha vida mudou muito após a minha entrada no GFHC e para todos, o meu muito obrigado a todos que estão à minha volta, ensinando-me valores e principalmente a valorizar a cultura holandesa.

                                                                                                              João Vitor Luz de Geus

 

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